Ao término de mais um dia percebo a minha inconstante forma de pensar e agir perante cada situação. As circunstâncias nem se alteram tanto assim, mas a cada minuto as percebo de uma maneira diferente. Leio e releio mensagens, e-mails, e de uma lágrima já se abre um sorriso. Me apavoro por ser tão extremista, mas me alegro por me conhecer um pouco mais. Essa inconstante reação não depende do que o outro faz, e sim depende da forma com que vejo. Tenho infinitos olhos então?! Pode ser, mas as vezes prefiro cegar-me. Me precipito, respondo, faço o que me vem, porém a conseqüência chega da maneira que não havia cogitado. Fugir?! Talvez, mas mesmo cega sei o que está ali. A vida me faz parar, de alguma forma me para e diz: Te aquieta e PENSA! Penso, penso, penso, nunca da mesma forma, nunca com a mesma intensidade, mas penso. E a reposta é inconstante como antes. Não sei o que querem de mim, mas sei o que quero pra mim, nesse momento... quero você, mas definitivamente sou inconstante, por escolha... MINHA! Decididamente inconstante!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O Quase - Sarah Westphal
Após uma noite mal dormida, de muito pensar e refletir sobre as circunstâncias que me cercam, lembrei-me do poema O Quase de Sarah Westphal. Pensar e estar no quase me incomoda, me deixa agoniada, angustiada, mas isso estimula a querer crescer, a querer mudar. Investir ou não? Para investir é necessário tempo, disposição. Dúvida?! "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." William Shakespeare.
Continuo arriscando, me machucando (as vezes), amadurecendo...
O Quase
"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
domingo, 24 de abril de 2011
“Eu não quero voltar sozinho”
Curta vencedor de prêmio pelo júri oficial e também pelo voto popular disponível no YouTube. Diretor pretende lançar longa.
por Alex Cabral
Um menino é cego. O outro acaba de ser matriculado na escola e não conhece ninguém. Entre eles, um forte carinho vai se estabelecendo, o que fez com que "Eu não quero voltar sozinho", de Daniel Ribeiro, fosse escolhido como o melhor curta-metragem tanto pelo júri oficial quanto pelo voto popular na terceira edição do Festival de Paulínia de 2010.
A temática gay no cinema é velha conhecida de Daniel, desde que ele foi premiado com o Urso de Cristal no Festival de Berlim, em 2008, por "Café com leite". Em "Eu não quero voltar sozinho", o diretor deixa clara toda sua delicadeza ao lidar com o assunto: as cenas entre os dois meninos são discretas, com um desejo sendo construído aos poucos e sem exageros.
O melhor de tudo é que Daniel pretende transformar "Eu não quero..." em longa-metragem. O roteiro já está pronto, só falta alguém para financiar o projeto.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Educação
Abaixo o bullying homofóbico
Psicólogos aprovam material contra homofobia nas escolas.
por Redação MundoMais
Enquanto há homofóbicos que reprovam o material sobre LGBTsdo Ministério da Educação sem ao menos tê-lo visto, o Conselho Federal de Psicologia analisou-o e deu parecer favorável à sua utilização nas escolas.
Mesmo sem data para chegar aos colégios de ensino médio do país, o kit – formado por vídeos, guia de orientação para o professor e cartilhas – foi criticado em apresentação prévia naComissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Agora, o Conselho Federal de Psicologia entrou na discussão em defesa do material.
Dentre as razões apresentadas para a defesa está a importância do kit para enfrentar o bullying homofóbico e a possibilidade de pais, alunos e professores aprenderem a respeitar LGBTs com a ajuda dos vídeos e textos que integram a ação ministerial.
Uma comissão de psicólogos e especialistas avaliou o material para analisar a qualidade técnica, didática e pedagógica dos vídeos e textos e a adequação do conteúdo à faixa etária do público que o receberá. A previsão é de que 6 mil colégios tenham acesso ao material este ano. Para o CFP, os filmes e livretos que abordam conflitos de adolescentes em relação à sexualidade têm linguagem correta para os alunos que serão alvos do projeto e trata de forma cuidadosa os temas.
“Representa material de vanguarda, pois são instrumentos de capacitação e formação continuada para o próprio professor. O kit reforça a atenção e cuidado com os temas transversais da educação nas relações de ensino-aprendizagem, como no caso do respeito à diversidade sexual”, diz o relatório. A entidade diz que faz parte do compromisso profissional de qualquer psicólogo contribuir para reflexões sobre preconceito e o fim de discriminações sexuais.
O texto de cinco páginas começa justificando a importância da discussão do tema nas escolas, que têm a responsabilidade de formar cidadãos éticos e que respeitem as diferenças, segundo os psicólogos. “A discussão principal sobre o tema refere-se à necessidade de tratar preconceitos e discriminações que refletem uma violência (verbal, simbólica) reverberando nos espaços de convivência escolar”, afirma o texto.
De acordo com os psicólogos, faltam instrumentos de qualidade para que professores e orientadores trabalhem o tema em sala de aula. A iniciativa, para eles, é positiva. A entidade sugere ainda que outros setores, como redes sociais, desenvolvam projetos semelhantes para combater o preconceito.
O material foi elaborado em parceria com a Pathfinder do Brasil; a Reprolatina - Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva; e a ECOS - Centro de Estudos e Comunicação em Sexualidade e Reprodução Humana (São Paulo-SP), e conta com o apoio daAssociação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); da GALE – Global Alliance for LGBT Education, e da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional.
E se me achar esquisito, respeite também, até eu fui obrigado a me respeitar. Clarice Lispector.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ela é real!
Hoje conheci duas mulheres muito parecidas, uma no seu início da vida, outra já no final. Suas histórias se escrevem de forma semelhante, e essa semelhança é o sofrimento. Uma me fez rir, refletir, seu contato comigo não foi pessoal. A outra me tocou a alma! Seus olhos me mostraram algo que nunca consegui ver, suas mãos tocaram meu coração. Deixei que brincasse comigo, deixei que conhecesse os meus detalhes. Queria fazer o mesmo com ela, mas algo não me permitiu, seu sofrimento me impediu. Seu corpo precisava me falar. Como é difícil perceber que não pude ajudá-la. Gostaria de arrancar a sua dor, pois ela não consegue superá-la.
A mais velha, Estamira, superou, para alguns ficou louca, para outros ela consegue enxergar muito além do que nós. Pensa, reflete de maneira ímpar. Louca? Mas quem é normal? Após tudo o que viveu, como iria viver ou sobreviver de forma diferente. Será que após tudo o que ela passou, nós também não estaríamos como ela? Segundo Arnaldo Jabor “a insanidade de Estamira é uma linguagem de defesa diante de um mundo muito mais louco que ela. A sua loucura é a narração de uma sabedoria torta, de uma anomalia que a salva de uma realidade, esta sim, terrivelmente insana”.
O caminho da mais nova chegará ao final como o de Estamira? Medo! A cada momento que apertava minha mão ou a cada vez que pedia: “você vai me ajudar?”, me fez sentir responsável pelo o que ela vai percorrer. Imaturidade da minha parte? Pode ser! Nunca lidei tão perto com o sofrimento humano. Sempre me utilizei da frase do autor Augusto Cury: "Gastarei minha vida explorando o mais deslumbrante e complexo dos mundos, a mente humana. Serei um garimpeiro, procurando ouro nos escombros das pessoas que sofrem". Mas agora assim tão perto, meu deu medo. Confesso, sua dor, suas não palavras mexeram de forma única comigo. Precisei e ainda preciso, sentar sozinha e tentar assimilar tudo o que vi e senti. Não quero perdê-la, quero ajudá-la. Tenho anseio que os segredos velados a impeça de largar o peso carregado. Estamira em seus ‘surtos’ lança o que lhe fez mal, através de chigamentos, ‘delírios’. Ela não explicita através da fala, seus olhares, seus toques, seu corpo, fazem isso, eles falam! Uma pessoa do sexo oposto entra no ambiente e ela se apaga, uma simples palavra faz ela emudecer. Mistérios que me fazem não parar de lembrar de seus toques, dos seus detalhes. Gostaria que assim no meio da noite eu conseguisse simplesmente ‘descobrir’ o que fez ou faz dela ficar dessa maneira. Procuramos desculpas em tudo, tentamos achar uma vítima e um culpado. Mas será que eles realmente existem? Não sei, mas a dor está ali, ela é real!
Acredito que com um único contato pude entender um pouco do que é Ser realmente psicóloga!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Abri Os Olhos
Sei mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou
O fato é o ato da procura
E a cura não resiste só
O que era certo eu descobri
Nem sempre era o melhor
Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar
Não sei afastar
A dor de saber
Que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver
Se pode explicar
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou
O fato é o ato da procura
E a cura não resiste só
O que era certo eu descobri
Nem sempre era o melhor
Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar
Não sei afastar
A dor de saber
Que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver
Se pode explicar
Enquanto eu penso, tanto entendo
Que é mais fácil não pensar
O que era certo, eu aprendi
A sempre questionar
Que é mais fácil não pensar
O que era certo, eu aprendi
A sempre questionar
Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
'Procuro esconderijo...'
Nesse dia que acordo um tanto quanto melancólica, prefiro curtir o meu 'eu depressivo' do que tentar sair dele...
Esconderijo
Ana Cañas
Composição: Ana cañasProcuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
Dundarundê aunde iê
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
Dundarundê aunde iê
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