sábado, 18 de agosto de 2012

Perdas!




Perder para a morte pode causar muito sofrimento, mas existe outra perda que pode gerar grande dor: O término de um relacionamento. A pessoa não morreu, continua frequentando os mesmos lugares, com os mesmos amigos em comum, bebendo as mesmas bebidas, tendo os mesmos gostos, com o mesmo sorriso, tudo aquilo que fez você se apaixonar e amar, apenas não te ama mais e não te quer ao lado.

Abre-se um vazio. Buscamos preencher de várias formas. Choramos, bebemos, beijamos vários, começamos e terminamos inúmeras relações. Esse vazio insuportável precisa ser preenchido.

Mas é necessário aprender a perder, simplesmente perder. Difícil etapa, fazer a reflexão sobre nossas perdas. Normalmente colocamos pessoas ou coisas no lugar do que foi perdido. Quando a dor é imensa damos grande importância ao que foi utilizado para tapá-la. São fantasmas e fantasias que nos dão suporte para não nos perdermos. O preenchimento faz com que não nos deparemos com o que foi perdido, com a falta. De certa forma ameniza a dor, mas são apenas ilusões. Quando enfim conseguimos deixar o vazio “aberto”, quando percebemos que apenas perdemos, conseguimos aceitar e seguir a diante. O vazio irá continuar ali, sem que com ele, você se perca!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ciclos



Os olhos ficam úmidos e o coração apertado ao pensar que mais um ciclo está chegando ao fim.
O ciclo de graduação, de 5 anos indo à mesma instituição de ensino superior. Anos de descobertas, conhecimento, aprendizado, troca, desentendimentos, choros, perdas, ganhos, amadurecimento, amizades, afetos, desafetos, amores, crescimento, desconstrução, construção, reconstrução.
Lembro como foram os primeiros dias de aula, cada colega, cada mestre que tive. Muitos deixaram marcas profundas, das quais levarei pela minha caminhada. Alguns auxiliaram no descobrimento de uma Psicóloga em mim, que desconhecia. Acreditaram no que poderia produzir, me apoiaram, me exigiram e muito. A todos esses devo o meu agradecimento.
Lembro das minhas expectativas, meus sonhos e projetos. Alguns deixei pelo caminho, outros conquistei e novos apareceram pelo trajeto. A aprendizagem e conquistas não se estabeleceram apenas no âmbito profissional, após um curso de Psicologia é impossível pensar da mesma forma que entramos em relação à vida, ao outro. A visão de homem e de mundo é completamente modificada. A psicologia permeia a vida, as relações, os pensamentos.
Um grande Mestre falou: “Não é você que escolhe a Psicologia e a abordagem que irá seguir, é ela que te escolhe”, fato! Sem ao menos dar se conta, já fui escolhida, agarrada por uma linda abordagem, a qual faz meu olho brilhar e ter a certeza que sim, esses quase cinco anos valeram muito a pena.
Sei que ainda não terminou, porém a nostalgia já me toma conta. Sentirei saudade de tudo o que vivi e uma felicidade imensa de estar chegando ao fim de um dos grandes objetivos.
Novos projetos, novos objetivos, novos ciclos. Que comecem, que se fechem, que eu cresça!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fechamentos necessários!



Como é difícil aprender a fazer fechamentos. Terminar, fechar, concluir, pode ser extremamente doloroso, porém deixá-los em aberto torna-se inviável. A cada fechamento, estamos abertos para novas oportunidades. Conforme Kurt Lewin “Ações ou situações não completadas são fortemente registradas e carregadas de tensão, e, assim que houver uma oportunidade, o indivíduo buscará aliviá-la”. Grande parte dos nossos sofrimentos e de nossas dificuldades são decorrentes de situações inacabadas, às quais precisamos resolvê-las a fim de nos livrarmos dessa desagradável tensão que ocupa muito de nossa energia, tornando-a indisponível para outras atividades.





“Insistir naquilo que já não existe é como calçar um sapato que não te cabe mais... machuca, causa bolhas, chega à carne viva e sangra. Então é melhor ficar descalço... Deixar livre o coração, enquanto vive... deixar livre os pés, enquanto cresce. Porque quando a gente cresce, o número muda!” (Autor Desconhecido).
“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Encerrando Ciclos – Fernando Pessoa)



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Diálogo.

Ao observar muitos relacionamentos, percebo a dificuldade de algo primordial e essencial: o diálogo. Deixamos de falar e expor nossas opiniões por medo da reação do outro, dessa maneira acabamos escondendo o que nos ocorre. Amizades, namoros, casamentos são rompidos por uma falta. Relacionamentos podem durar anos, com segredos velados entre os envolvidos? Muitas vezes, novos relacionamentos já iniciam com a dificuldade da fala e da escuta.
Não seria mais fácil, simplesmente sentar e conversar?! Acredito que é nesse “sentar e conversar” que esteja o problema, não existe a conversa. Conversar é falar trocando ideias. Nas “conversas”, normalmente atiramos (colocamos pra fora, arremessamos) nossas preocupações, nossos anseios, mas não conseguimos escutar e compreender o que o outro fala. Escutar! Atitude complicada que significa ouvir com atenção. Quantas vezes nosso amigo está ali, aflito, falando, falando e falando, respondemos com “Uhum”, “É”, e não estamos de forma alguma escutando, estamos ouvindo, sem nem ao menos parar para perceber a angústia do outro. As pessoas adoecem emocionalmente nos relacionamentos, sentem necessidade de alguém que as compreendam. Tomamos muitas decisões precipitadas por não conseguir manter uma conversa “saudável”.
Já estava escrevendo sobre diálogo e minha mãe leu a história da raposa para mim, encaixou perfeitamente, então leia e reflita!

A RAPOSA
"Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
-Lenhador, abra os olhos!
-A raposa vai comer seu filho.
-Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranquilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.
O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar. Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruidos, quantos mal entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento de outras pessoas. Por isso, nunca tome decisões precipitadas, nada melhor do que o diálogo, ainda que você encontre a "raposa" com a boca cheia de sangue... "

Converse, Escute, Reflita!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nostalgia.

Nostalgia.... Acho que essa palavra descreve exatamente o que estou sentindo nesse momento. Estado de tristeza, melancolia sem ter um motivo certo. Uma saudade de não sei o que.
Uma vontade louca de dizer pra cada pessoa que Amo, o quanto ela é imprescindível na minha vida.
Uma vontade de abraçar cada amigo meu, mesmo aqueles que estão longe, e dizer: você é muito importante, eu amo você.
Queria que nesse momento, cada pessoa que lembro, que penso nesse momento, sentisse minha presença, sentisse meu beijo.
Vontade de sair correndo, acordar meus avós e bisavós e lembrá-los de como eles foram importantes em tudo o que conquistei.
Vontade de visitar o meu ex-namorado e dizer que por mais que não estejamos mais juntos, os anos em que passamos juntos foram muito bem vividos, foram eles que me fizeram ser quem sou hoje, e que foi eterno enquanto durou.
Vontade de agradecer a cada pessoa que um dia me magoou, pois por causa delas, hoje sou mais forte. Vontade de que minha amiga de infância lembrasse, como eu, dos momentos que brincamos de boneca e abrisse um sorriso ingênuo como aquele que tínhamos naquela época.
Vontade de que os amigos que tenho conquistado, mesmo a pouco tempo, saibam o quanto são especiais. Vontade de que minhas paixões, mesmo aquelas platônicas, saibam o quanto foram importantes pro meu crescimento, principalmente aquelas pela qual eu sofri e sofro.
Vontade de que aquele meu amigo que já é uma estrelinha no céu, soubesse de que, sim, “eu quero pela eternidade essa amizade continue em nós”.
Vontade de abraçar meu cunhado e dizer que ele é meu irmão mais velho que nunca tive, mas sempre quis ter.
Vontade de que minha irmã se lembre dos momentos em que tivemos juntas e em especial do dia anterior ao seu casamento, noite gostosa aquela, mas também que ela saiba que cada briga que tivemos, cada palavra rude dela, me fez quem sou hoje.
Vontade de abraçar meus pais, e com as lágrimas escorrem no meu rosto dizer: obrigada por me dar a vida e o mundo.

Nostalgia!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Inconstante.

Ao término de mais um dia percebo a minha inconstante forma de pensar e agir perante cada situação. As circunstâncias nem se alteram tanto assim, mas a cada minuto as percebo de uma maneira diferente. Leio e releio mensagens, e-mails, e de uma lágrima já se abre um sorriso. Me apavoro por ser tão extremista, mas me alegro por me conhecer um pouco mais. Essa inconstante reação não depende do que o outro faz, e sim depende da forma com que vejo. Tenho infinitos olhos então?! Pode ser, mas as vezes prefiro cegar-me. Me precipito, respondo, faço o que me vem, porém a conseqüência chega da maneira  que não havia cogitado. Fugir?! Talvez, mas mesmo cega sei o que está ali. A vida me faz parar, de alguma forma me para e diz: Te aquieta e PENSA! Penso, penso, penso, nunca da mesma forma, nunca com a mesma intensidade, mas penso. E a reposta é inconstante como antes. Não sei o que querem de mim, mas sei o que quero pra mim, nesse momento... quero você, mas definitivamente sou inconstante, por escolha... MINHA! Decididamente inconstante!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Quase - Sarah Westphal

Após uma noite mal dormida, de muito pensar e refletir sobre as circunstâncias que me cercam, lembrei-me do poema O Quase de Sarah Westphal. Pensar e estar no quase me incomoda, me deixa agoniada, angustiada, mas  isso estimula a querer crescer, a querer mudar. Investir ou não? Para investir é necessário tempo, disposição. Dúvida?!  "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." William Shakespeare.
Continuo arriscando, me machucando (as vezes), amadurecendo...


O Quase
"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."